18 de abril de 2011

TU TENS QUE LER 2.

Na minha Porto , tem muitos lugares para se comer bem e se beber bem.
Até mesmo na volta do mercado.
Numa noite de calor, resolvi ir a um bar ,exatamente, no mercado público. OU melhor ,... Na região, perto da Volunta.
A experiência foi inusitada, no mínimo.
Cheguei no bar , boliei e perna e fui sentando. Antes mesmo de pedir uma Serramalte bem gelada, começou uma discussão no bar.
A primeira que ouvi foi “ Não te bobeia guampudo “ Estou pensando se esta precisa tradução.Diante do que veio depois, acho que não .
O cara da outra mesa, não deixou por menos :” Tu és mais grosso do que cagalhão de tropeiro ( é importante saber que o gaúcho que conduz a boiada passa muito tempo montado num cavalo e batendo a bunda na cela) “.Eu estava vendo a hora que o negócio ia acabar em merda.Para um puxar a faca não faltava muito . Vou confessar uma coisa:” eu estava mais perdido do que cusco em procissão ( cusco é cachorro ).
Quando eu pensei que o negócio estava acalmando, ouvi esta “ vou te carnear !!! “. Me urinei todo.
A coisa piorou ainda mais: “ A tua mãe está na volunta ( A rua Voluntários onde ainda estão raparigas e puteiros indescritíveis ) “.
Nestas alturas, eu já estava embaixo da mesa. Quando tive um pouco de coragem e tirei a cabeça para fora, ouvi: “ Agora!!! ... vou te capar !!! ( capar é simplesmente castrar ). Chegou a me dar um nó nas tripas.
A coisa parecia poesia. Mário Quintana se sentiria um poeta menor, diante de versos ricos assim.
O mais calmo buscou na memória , uma imagem por demais conhecida dos gaúchos e , em especial, dos portoalegrenses : “ tua mãe é uma p... rampeira ( rampa é também conhecida como lomba e por aqui como ladeira )” .Dali para frente , eu sabia que o negócio ia acabar em morte.
Procurei a porta e me arranquei .
Quando estava correndo para sair, ouvi: “ Olha ,... lá vai o borra-botas “ Dei uma olhada de revesgueio e continuei correndo.Ouvi mais uma para não esquecer: “ vais fugir do pau, índio velho “. fiquei ofendido , pensei em voltar , mas me convenci que não . Sou macho , mas nem tanto. Tomei esta decisão definitiva , quando o galdério , com um Tauros 38 prateado me disse a frasse final: “Vem cá que te rodeio o .ú de bala “. consegui sair do bar e corria pela rua feito um dessesperado.
Quando cheguei em casa , lembrei do meu saudoso pai que, diga-se de passagem era um sábio” Olha meugurí, te lembra sempre que caralho não tem ombro. Deixou botar a cabecinha , vai até as bolas “. Me livrei de uma boa.
Quando lembro desta passagem, dou risada. Mas só quem estava lá , no caso eu mesmo, sabe como foi esta aventura.
Contarei outras neste BLOG. Se um gaúcho macho não me passar o facão.

3 comentários:

Anônimo disse...

O Código Macaquês.

Meu nome é Luiz Alex, e me considero um dos melhores amigos do Geraldo (pelo menos ele pode se considerar o meu).

Em 2006, fiz minha primeira viagem internacional. Sem desmerecer outras duas companhias dessa viagem, quero salientar aqui que fui com esse amigo tão querido!

Ficamos tão empolgados eu e “esse figura” que, há 2 ou 3 meses da viagem, fazíamos verdadeiros tours virtuais pelas cidades que escolhemos para visitar, usando a internet e o telefone, entrando nas mais desconhecidas ruelas na busca daquela atração desconhecida, daquele restaurante de sabor exclusivo, daquele lugar pitoresco e pouco conhecido do grande público!

Nós literalmente viajamos, antes da viagem.

Chegamos a Madrid (nosso primeiro destino) e eu, sem nunca ter saído do Brasil, andava naquelas ruas sem auxílio de mapa algum. Eu sabia exatamente como chegar em cada local, em cada fonte, em cada museu ou praça. E nos maravilhamos com aquele lugar, aquela cultura, aquela história e com a explosão de sabores que variavam desde um Jamón servido à beira da Gran Via até uma Paella servida nas laterais da Plaza Mayor!

Desde antes da viagem, minha principal preocupação era em como me comunicar em outra língua. Como não ser enganado na conta do restaurante, como saber exatamente o que dizer ao taxista.

Meu amigo, dono desse blog, que já naquela época havia ido umas 9 vezes à Paris (sem contar outros destinos) me dizia: “Luiz, vc fala bem o português? Então não se preocupe!”

Em Madrid então, eu me mesclava entre português, espanhol, portunhol e inglês. Minha cabeça muitas vezes entrava em parafuso. E ainda nem havíamos chegado à França!

Estava em lançamento naquele ano o filme “O Código Da Vinci”, cujo livro eu já havia lido, e já era um estrondoso sucesso.

Diante da minha preocupação com a comunicação em francês (língua na qual eu só sei falar Soutien). Meu amigo Geraldo me solta essa: “Luiz, na pior das hipóteses, use o macaquês!”

Resumindo o que ele entende por macaquês: uso da mímica para solicitar as coisas básicas da natureza humana, como o gesto internacional da comida (mão em movimento próximo à boca).

E eu digo e afirmo, criamos um código, que todos podem usar, e com o qual se pode viajar para qualquer país do mundo: O Código Macaquês!

Chegou um momento em Paris que eu falava “bom dia” em francês, desenvolvia o assunto em inglês e me despedia da pessoa com um belo “muchas gracias”. Ah, não tem quem sobreviva assim... Mas com o uso do Código Macaquês, meus problemas acabaram!!! Eu falava era português mesmo, e parecia um mico de circo fazendo mil e um gestos com as mãos, com os pés, ou até com o corpo todo, tentando me fazer entender. E conseguia!!!

Macaquês, todos nascem sabendo. Basta praticar!

Estou com uma nova viagem marcada, para 2011, e desta vez, irei sem meu amigo Geraldo, mas estou muito mais seguro que tudo dará certo, afinal, quem tem “mímica vai à Roma!”.

Abraços Geraldo, e parabéns pelo Blog!

Luiz Alex

Anônimo disse...

hahah, esse povo do sul é brincadeira!! tchê

hsavoia disse...

Geraldão esse blog tá ficando "bagaceira"!
Gostei!!!! Um beijo
Henrique

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